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Uma nova era

Ampliando a visibilidade dos designers nacionais, a cadeira Mia, criação de Jader Almeida, ganhou o primeiro lugar no Brasil Design Award, uma das mais relevantes premiações no segmento

“Não se trata apenas de
comprar o mais barato ou
o não tão bom produto ou
serviço. Mas, sim, de escolher
diferentemente, ser mais
criterioso, podendo até mesmo
comprar o produto ou acessar
o serviço que tenha valor
mais alto, por compensação,
por indulgência, por
custo benefício”

Suas palestras pelo mundo misturam informação de qualidade, humor e “puxões de orelha” na medida certa. Ele faz grandes empresários, responsáveis pelas marcas mais conhecidas no cenário atual de luxo, coçarem a cabeça quando o assunto é reciclagem de padrões e desmistifica o “ostentar” como quem resolve um enigma há anos indecifrável – fugindo, como o diabo da cruz, daquele perfil engessado de tempos atrás, no qual só os poderosos tinham acesso ao requinte e eram invejados. Hoje, Carlos Ferreirinha, presidente e fundador da MCF Consultoria, acompanha todas a tendências que estão revolucionando os produtos e os serviços de alto padrão e leva uma visão repaginada às mentes encarregadas de criar a nova era de consumo.

Uma

nova

era

ZUMM SELECT: VOCÊ VEIO DE SÃO GONÇALO (RJ), ONDE VIVIA UMA VIDA SIMPLES AO LADO DE SEUS PAIS, INCLUSIVE COM UMA CONDIÇÃO FINANCEIRA DESFAVORECIDA. QUANDO VOCÊ PERCEBEU QUE QUERIA ALCANÇAR OUTROS PATAMARES PROFISSIONAIS?

Carlos Ferreirinha: Não acredito que seja uma visão antecipada e sequer preparação devida. Tudo foi acontecendo e eu agarrando as oportunidades. Minha família não tinha, na época, ímpeto de mercado, de crescimento, de ganhar o mundo. A oportunidade profissional que tive no hotel no Rio de Janeiro me fez estar exposto a hóspedes internacionais. Ingressei na EDS (Electronic Data Systems) como estagiário, onde, seguramente, minha percepção foi sendo educada e me preparando para oportunidades maiores, que fui desenhando e abraçando.

Z.S.: NO INÍCIO DA CARREIRA, VOCÊ ENFRENTOU VÁRIAS CRÍTICAS DEVIDO AO CURRÍCULO QUE TINHA (NA VISÃO DE ALGUNS, DEFASADO) E A “FALTA” DE
SOBRENOME. POR QUE CERTOS EMPRESÁRIOS AINDA POSSUEM ESSA MENTALIDADE QUE APENAS A TRADIÇÃO PODE CRIAR EXCELÊNCIA? É POSSÍVEL ENXERGAR TAL
POSTURA COMO UMA FORMA DE PRECONCEITO?

C.F.: Essa pergunta é muito difícil de ser respondida. Sempre existiu, existe e existirá essas manifestações que ora são preconceituosas e ora são falta de conhecimento. Parece preconceito, mas é pura falta de conhecimento! Eu também tenho que relevar que, para alguém que não tinha um currículo educacional de “ponta”, é natural, do outro lado, existir restrições. Cabia a mim mostrar que era capaz, como fiz, e quebrar as barreiras. Quando mostrava que era capaz, e isso demandava 10 vezes mais de mim perante aos demais, as oportunidades surgiam.

Z.S.: VOCÊ SEMPRE BATE NA TECLA, EM SUAS PALESTRAS E ENTREVISTAS, QUE ESTAMOS EM UM TEMPO DE ADAPTAÇÃO, NO QUAL QUEM GANHA ESPAÇO NO MERCADO É QUEM CONSEGUE IR ALÉM DELE. COMO AS EMPRESAS DEVEM SE PREPARAR PARA TAL?

C.F.: Definitivamente se permitindo o novo. Devem gerar ambientes profissionais que permitam ao time contribuir naturalmente com ideias e insights inovadores. Exercitar, por decisão estratégica, o ganho de conhecimento das novas dinâmicas de mercado, para que influenciem as equipes, por meio de dinâmicas, treinamentos e vivências. Observar além do cenário tradicional competitivo, prestando atenção nas diversas
práticas de outras atividades que podem inspirar.

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